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segunda-feira, 20 de junho de 2011
«Dinamarca celebra la primera vista del juicio a Uralde por su protesta en la cumbre de Copenhague»
No El País: "El exdirector de Greenpeace y promotor de la formación política Equo Juan López de Uralde y tres activistas de la organización ecologista se han enfrentado hoy en Copenhague a la primera vista del juicio por los actos de protesta que llevaron a cabo durante la cumbre del clima en la capital danesa de diciembre de 2009. Están acusados de allanamiento de morada, falsificación de documentos y suplantación de funcionario público, cargos por los que la Fiscalía danesa pide para ellos penas de cárcel. La segunda vista se celebrará el próximo 14 de agosto y la sentencia se conocerá, como muy tarde, el 2 de septiembre." [notícia integral]
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
«Fundo climático proposto em Copanhague ainda não saiu»
No Estadão (via The Giardian): "Os governos do mundo industralizado devem ter um plano de emergência climática claro para os países em desenvolvimento se quiserem evitar um fiasco na Conferência do Clima em Cancún, no México, este mês, advertiu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Em uma entrevista ao jornal britânico The Guardian antes das reuniões preparatórias para a COP-16, ela afirmou que os negociadores precisavam mostrar que podem produzir acordos concretos para restaurar a fé nas conversas internacionais por um acordo climático global." [notícia integral]
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
«Alterações climáticas – Entre a necessidade e o limbo»
No planetazul, por Francisco Ferreira, Vice-presidente da Quercus, professor universitário: "A poucos meses de mais uma Conferência Anual das Nações Unidas a realizar em Dezembro em Cancún e depois do desaire da Conferência de Copenhaga, navegamos em águas incertas no que respeita ao combate à escala internacional do problema das alterações climáticas." [notícia integral]
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
«ONU retoma negociações do clima sob nova direção»
Na DW: "A nova rodada de negociações climáticas da ONU, que teve início nesta segunda-feira (02/08) em Bonn, é a primeira presidida pela nova secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). Ainda que tenha participado desde 1995 das negociações, a costa-riquenha Christiana Figueres só teve um mês para se aclimatar ao posto que assumiu do holandês Yvo de Boer em 1° de julho último. Mas ela encara a nova missão com otimismo. "Estou muito feliz por estar aqui. Para mim, é uma honra trabalhar para o secretariado do Clima da ONU, com seus 450 funcionários profissionais e muito, muito empenhados. Não vejo o trabalho como um desafio pessoal, mas como prazer pessoal", afirma." [notícia integral]
quarta-feira, 14 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
«Connie Hedegaard: A UE ainda lidera»
Na Euronews: "Num contexto de difíceis negociações quisemos saber qual é a posição de Bruxelas. Há seis meses, a comissária europeia para a Acção Climática, Connie Hedegaard, presidia à conferência da ONU para as Mudanças Climáticas em Copenhaga." [notícia integral e vídeo]
«Franny Armstrong: Os políticos não podem avançar para um acordo climático sem o apoio do público»
Na Euronews: "Franny Armstrong é uma realizadora independente e defensora ambiental, em Londres. O seu mais recente documentário chama-se "A idade da estupidez" e lançou, no Reino Unido, a campanha 10/10, que procura mobilizar pessoas e empresas para reduzir as emissões poluentes em dez por cento este ano." [notícia integral e vídeo]
«Mudanças climáticas: Um desafio difícil de resolver»
Na Euronews: "Esta semana a euronews dedica uma edição especial às decisões difíceis que afectam as mudanças climáticas. A última grande reunião da ONU sobre o assunto fracassou. No final, não houve um acordo internacional restritivo sobre a redução das emissões poluentes. Um facto que deixa muitas pessoas extremamente preocupadas." [notícia integral]
quarta-feira, 2 de junho de 2010
«Negociações sobre o clima retomadas em Bona»
No Ecosfera: "Uma nova ronda de negociações formais sobre o combate ao aquecimento global teve início ontem, em Bona, Alemanha, ensombrada ainda pelo fracasso da cimeira climática de Copenhaga, em Dezembro passado. Divisões profundas entre diferentes grupos de países estão a ressurgir em Bona, confirmando a expectativa de que não será possível chegar-se a um novo tratado climático global este ano. "A reunião de Copenhaga pode ter adiado a obtenção de resultados por um ano pelo menos, mas não adiou os impactos das alterações climáticas", alertou Yvo de Boer, secretário executivo da convenção da ONU para o clima." [notícia integral]
quarta-feira, 12 de maio de 2010
«Connie Hedegaard Delivers IIED's 2010 Barbara Ward Lecture»
Publicada por
L.G.
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23:55
Tags:
Cop15,
Copenhaga,
Documentário,
Metas,
Opinião,
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
«Ban cria grupo para revitalizar luta contra alterações climáticas»
Na Rádio ONU: "O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou esta sexta-feira o estabelecimento de um Grupo Consultivo para o Financiamento de Mudança Climática. O objectivo é mobilizar os recursos prometidos durante a recente cimeira de Compenhaga, em Dezembro, para combater o aquecimento global." [notícia integral]
sábado, 2 de janeiro de 2010
Copenhaga começa agora!*
A Cimeira de Copenhaga sobre Alterações Climáticas (COP15) fracassou porque todos alimentámos expectativas demasiado altas. Até ao último dia, já depois do prazo previsto, ignorámos o balanço negativo dos últimos dois anos de negociações e, tal como o Presidente brasileiro Lula da Silva, no discurso de dia 18 de Dezembro, ainda acreditávamos no milagre de um acordo ambicioso, justo e vinculativo.
Sabíamos que os avisos estavam todos feitos pelos cientistas e pelas organizações não governamentais (ONG); e os apelos também, aos milhões, de todos os cantos do mundo. Até os jornalistas conseguiram unir-se numa iniciativa sem precedentes que colocou em 56 jornais de 44 países um editorial comum a exigir bons resultados em Copenhaga. “Se não nos juntarmos para tomar uma acção decisiva, as alterações climáticas irão devastar o nosso planeta”, lia-se nesses dias no jornal Público, que aderiu à iniciativa do inglês The Guardian.
Não precisámos de viver numa frágil ilha do Pacífico, como Tuvalu, para perceber que os perigos são evidentes e que enfrentamos o maior desafio colectivo de sempre. Os factos falam por si, lembrava esse editorial: “Onze dos últimos 14 anos foram os mais quentes desde que existem registos, a camada de gelo árctico está a derreter-se e os elevados preços do petróleo e dos alimentos no ano passado permitiram-nos ter uma antevisão de futuras catástrofes.”
Mas 12 dias em Copenhaga e cerca de 45 mil participantes registados, metade das ONG, não foram suficientes para encontrar a resposta que o Planeta precisa. A Cimeira terminou com um contrato político em vez de um acordo legalmente vinculativo. É certo que o documento e os discursos vinculam quem os assumiu, mas sabe a pouco. Faltam as metas até 2020 e 2050. Falta assumir que nós, países desenvolvidos, temos de alterar estilos de vida.
E falta justiça climática. Falta assumir definitivamente que “as responsabilidades são comuns mas diferenciadas”, como pediu o presidente brasileiro. E que os países desenvolvidos são os principais responsáveis pelas emissões de gases com efeitos de estufa (GEE) desde o início da Revolução Industrial e que isso tem um preço. A conta, dizem muitas vozes, será menor que o valor gasto para salvar o sistema financeiro internacional e, sobretudo, mais barata do que não fazer nada.
Esta contabilidade e os esforços de descarbonização da economia são necessários para que o aumento da temperatura global não ultrapasse os 2º C e o pico de emissões não ocorra depois de 2015, como defende o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC). Este era o objectivo mínimo de Copenhaga. As ONG acreditavam (e exigiam) a manutenção dos compromissos de Quioto a par de uma nova convenção resultante da acção de cooperação de longo prazo.
Aliás, estas eram as duas vias das negociações decorriam nos últimos meses. De um lado, um grupo estudava as hipóteses de novos cortes nas emissões das nações desenvolvidas com base no Protocolo de Quioto, até agora o único documento com compromissos com valor legal. Do outro, estudava-se o financiamento a longo prazo para ajudar os países mais pobres a desenvolverem-se “de forma limpa" e a protegerem-se dos impactos das mudanças climáticas.
Destes grupos e da via negocial directa entre líderes políticos deveria sair um acordo final vinculativo, esperava o Mundo. Mas não saiu. A Cimeira culminou numa caótica maratona negocial de 48 horas de negociações já com a presença só de cerca de 120 chefes de Estado e de Governo.
No último dia, enquanto as poucas ONG ainda autorizadas no recinto discursavam com tempo limitado a dois minutos, o “segmento de alto nível” desdobrava-se em reuniões paralelas. Os Presidentes Obama, Lula, Hu Jintao, Sarkozy e a chanceler Merkel e outros, numa roda-viva de quase 10 horas que terminou com um anúncio prematuro pela voz do norte-americano: temos acordo, anunciou.
Enganou-se Obama e enganou-se a União Europeia, que também deu uma conferência de imprensa já de madrugada. Quem acompanhou os trabalhos através da Internet pôde aperceber-se do caos que marcou a derradeira etapa da COP15. O anúncio de Obama caiu mal junto de muitos delegados, obrigados a esperar sem notícias até às três da manhã.
Foi a essa hora que um visivelmente cansado primeiro-ministro dinamarquês retomou os trabalhos da COP15. Perante uma plateia de delegados de 192 países já cansados, frustrados e alguns mesmo irritados, Lars Rasmussen apresentou resumidamente um “Acordo de Copenhaga” de duas páginas, elaborado por cerca de 30 “líderes representativos” das várias regiões do mundo e propôs uma hora para a sua análise.
Mas pelo menos meia dúzia de países não concordaram com esta abordagem e deixaram claro que não haveria consenso. Tuvalu, Venezuela, Bolívia, entre outros, acusaram o presidente da COP de falta de respeito pelas regras da Convenção e das próprias Nações Unidas. Alegaram que o documento dos líderes fazia tábua rasa dos dois anos de negociações e deixava de fora metas fundamentais.
Ou seja, a COP15 também falhou porque o acordo cozinhado por um punhado de líderes não respeitou as regras nem o trabalho que os técnicos estavam a desenvolver desde a Cimeira de Bali (2007). E porque o primeiro-ministro dinamarquês não esteve à altura da tarefa. Aliás, a forma atabalhoada como conduziu os trabalhos valeu-lhe ser substituído após mais uma longa pausa às sete da manhã. Foi uma boa substituição mas nem o tempo perdido nem os erros acumulados puderam salvar a reunião.
Mas não fosse Ed Miliband, o secretário britânico para as Alterações Climáticas, nem sequer teria havido este acordo. Salvou a madrugada ao propor um ponto de ordem imediatamente depois de Rasmussen ter concluído pela segunda ou terceira vez que não havia consenso e que por isso era impossível aceitar o documento. A solução anunciada de manhã não vale de muito, mas impede que o trabalho dos líderes seja desperdiçado. “A COP toma nota do Acordo de Copenhaga”, repetiu pelo menos três vezes o presidente dos trabalhos.
No rescaldo, ficam duas ideias: faltou maior empenho da UE, que perdeu o papel de liderança que já teve; e que a batalha contra as alterações climáticas não se vence por convenção ou decreto, mas com o envolvimento de cada um de nós. Só assim se evitará que a campanha das ONG afixada no aeroporto de Copenhaga acabe por revelar-se premonitória. Nos cartazes viam-se fotomontagens de Obama, Brown e Lula, entre outros, envelhecidos no ano 2020, a pedir desculpa pelo falhanço da COP15. Pelos vistos, apesar dos apelos que fizeram a menos discursos e mais acção, não lhes podemos confiar este desafio global. Copenhaga é nossa e começa agora!
Luís Galrão
*Texto publicado no jornal 'Quercus Ambiente' n.º 39 de Janeiro/Fevereiro de 2010.
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